Landing page e SEO parecem pouco compatíveis. Uma é enxuta e focada em uma única ação; o outro parece pedir texto longo e cheio de palavras-chave. Na prática, a conversa começa antes da otimização, com uma pergunta simples: essa página deveria aparecer no Google?
A resposta muda o que vale a pena ajustar. Este post é sobre essa decisão e sobre o que eu reviso em cada caso. A estrutura de conversão está em como estruturar uma landing page que converte; aqui o foco é ser encontrado e bem entendido.
Primeiro: essa página deve ser indexada?
Na maioria dos projetos, as landing pages caem em dois grupos.
Páginas de campanha. Criadas para um anúncio, uma promoção com prazo ou um teste com várias versões. Muitas vezes não faz sentido que apareçam na busca orgânica, e variações de teste competindo entre si só atrapalham. Nesses casos, uso noindex nas variações ou uma tag canônica apontando para a versão principal. Um detalhe que a documentação do Google deixa claro: o noindex só funciona se a página não estiver bloqueada no robots.txt, porque o rastreador precisa acessá-la para ler a instrução.
Páginas permanentes de serviço. Uma página que apresenta um serviço específico para um público específico e responde a uma busca real. Essa deve ser indexada, estar no sitemap e receber links do resto do site.
Um erro comum é criar dezenas de páginas quase idênticas trocando só o nome da cidade ou do segmento. As políticas de spam do Google descrevem esse padrão como doorway: páginas feitas para capturar buscas parecidas, sem valor próprio. Se a página para outra cidade não tem nada de diferente a dizer, ela provavelmente não deveria existir.
Uma intenção por página
Cada página indexável deve responder a uma intenção clara: o quê, para quem e, quando fizer sentido, onde. Escolha os termos com a linguagem do cliente, não com o jargão do mercado. Quem procura "site para clínica" raramente digita "presença digital para o setor de saúde".
Também não existe tamanho mínimo. O guia de SEO do Google diz explicitamente que não há uma contagem mágica de palavras. Uma landing page curta pode funcionar bem na busca, desde que responda ao que a pessoa procurou.
Título e descrição
O <title> deve ser descritivo, específico e único: a oferta, o público ou a região e, no fim, o nome da marca de forma curta. "Landing pages para clínicas e consultórios | Nome" diz muito mais do que "Home" ou um slogan.
A meta description nem sempre é usada: o Google monta o trecho do resultado a partir do conteúdo da página e usa a descrição quando ela resume melhor. Mesmo assim, vale escrevê-la como um resumo honesto do que a pessoa vai encontrar, com um detalhe concreto, como prazo ou região atendida.
Headings e HTML que fazem sentido
Um único h1 com a promessa principal. Um h2 para cada bloco: o que está incluso, como funciona, perguntas frequentes. Heading serve para estrutura, não para aumentar o tamanho da fonte; um texto grande que não é heading continua sendo um parágrafo para o navegador, para o leitor de tela e para o buscador.
O conteúdo principal precisa estar no HTML que o servidor entrega, e não só aparecer depois de um clique ou de um script pesado. Texto dentro de imagem não é texto. Imagens informativas levam alt descritivo; as decorativas, alt vazio.
Conteúdo que responde antes do contato
O mesmo conteúdo que tira dúvidas do visitante é o que ajuda buscadores e assistentes de IA a entender a página: o que está incluso, prazo, como funciona, região atendida e perguntas frequentes em texto visível. Dados estruturados do schema.org, como Organization, Service ou LocalBusiness, ajudam máquinas a extrair esses fatos sem depender de interpretação, embora não garantam nenhum destaque no resultado. Se você também quer ser citado por assistentes de IA, o assunto continua em AEO para sites.
Detalhes técnicos que costumam faltar
- canonical na versão principal, para que URLs com parâmetros de campanha (como UTMs) não virem duplicatas;
- sitemap listando só as páginas que devem ser indexadas;
- links internos: uma página órfã, sem link no menu ou em outras páginas, é mais difícil de descobrir e parece pouco importante;
- Open Graph e imagem social, porque landing page é muito compartilhada por WhatsApp e redes;
- velocidade e estabilidade no celular, que afetam tanto a busca quanto quem chega pelo anúncio (mais em velocidade de site e conversão);
- o fim da campanha: em vez de apagar a página e deixar um erro 404, redirecione para a página permanente do serviço.
SEO e anúncio não brigam
Mesmo quem só vai rodar anúncio se beneficia dessa base. No Google Ads, a experiência na página de destino é um dos componentes do Índice de Qualidade. Uma página clara, coerente com o que o anúncio promete e transparente sobre o que oferece funciona para os dois lados.
Se quiser que eu olhe o que indexar e o que ajustar na sua landing page, me escreva pelo contato.