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O Google liberou o AI Mode para todo mundo no Brasil. Em vez de uma lista de links, a pessoa recebe uma resposta escrita pela IA, com algumas fontes citadas, e pode continuar perguntando como numa conversa.
Para quem tem um negócio, a pergunta que importa é simples: quando alguém pergunta para o Google "quem faz isso na minha cidade?", o meu nome aparece na resposta?
O que muda na prática
Menos cliques em buscas informativas. Se a pessoa pergunta "como funciona um clareamento dental" e a IA responde ali mesmo, muita gente não clica em nenhum site. Conteúdo raso, que só repete o que todo mundo diz, perde espaço.
Mais peso para quem é citado. A resposta da IA cita algumas fontes. Estar entre elas passa a valer mais do que estar em quinto lugar numa lista de dez links.
Buscas mais longas e específicas. Em vez de "dentista Ribeirão Preto", a pessoa pergunta "dentista que atende criança com medo, perto do centro, que aceita convênio". Quem responde a essas dúvidas no próprio site tem mais chance de aparecer.
O que fazer no site
1. Responda perguntas reais. Liste as dúvidas que seus clientes fazem por mensagem e responda cada uma no site, com clareza. Uma boa página de perguntas frequentes vale mais do que muitos textos genéricos.
2. Uma página para cada serviço. A IA precisa entender com precisão o que você faz. Uma página por serviço, com o que é, para quem é e como funciona, ajuda muito mais do que uma página única de "serviços".
3. Dados estruturados. São informações organizadas no código da página (endereço, horário, serviços, perguntas frequentes) que ajudam o Google a entender o site sem adivinhar.
4. Perfil da Empresa no Google em dia. Para buscas locais, a IA usa muito o que está no Google Maps: nome, endereço, telefone, horário e avaliações. Precisa estar tudo igual ao site.
5. Mostre quem você é. Nome, formação, registro profissional, fotos reais e cases. A IA e as pessoas confiam mais em quem se identifica.
O que não fazer
- Não encha o site de texto repetido tentando "agradar a IA". O Google trata conteúdo feito em massa, sem valor, como spam.
- Não confie só no Instagram. A IA de busca lê sites públicos com muito mais facilidade do que perfis de rede social.
- Não desista do SEO tradicional. Tudo o que ajuda o Google a entender o site continua valendo, e é a base para ser citado.
Uma boa notícia
Pequenas empresas não competem em quantidade de conteúdo com as grandes, mas competem em especificidade. Quem explica bem o próprio serviço, para o próprio público e na própria cidade, tem uma vantagem que uma empresa grande e genérica não tem.
Por onde começar
Faça o teste: pergunte ao Google (e ao ChatGPT) quem faz o seu serviço na sua cidade e veja quem aparece. Depois, compare o site dessas empresas com o seu. Se quiser ajuda para colocar o seu na conversa, veja como trabalho na página de criação de sites ou me chame pela página de contato.
Referências
- Google Search Central: recursos de IA e o seu site — como o Google trata sites nas respostas geradas por IA.
- Google Search Central: conteúdo útil, confiável e feito para pessoas — o que o Google considera conteúdo de qualidade.
- Ajuda do Perfil da Empresa no Google — como manter as informações locais corretas.