Eu sou de Monte Alto e faço sites. Por isso, vale dizer logo no começo: este texto não é para convencer você a me contratar. É o que eu olharia se estivesse do outro lado, escolhendo alguém para fazer o site da minha empresa — seja um profissional daqui, da região ou de qualquer outro lugar.
Também trabalho de forma remota, para clientes daqui e de fora. Então sei que estar perto ajuda em algumas coisas, mas não é, sozinho, um critério de qualidade.
Antes de procurar, saiba o que você precisa
Fica muito mais fácil comparar propostas quando você consegue responder a três perguntas:
- Para que serve o site? Receber contatos pelo WhatsApp, mostrar trabalhos, explicar serviços, vender online.
- Quem vai escrever os textos e fornecer as fotos? Você, o profissional ou uma terceira pessoa.
- Quem vai atualizar depois? Se você quer mexer sozinho, isso muda a ferramenta e o orçamento.
Se a dúvida ainda é entre uma página só e um site completo, este texto sobre site institucional ajuda a decidir.
O que perguntar
Algumas perguntas separam rápido quem tem processo de quem improvisa:
- Posso ver sites que você fez e que estão no ar? Abra no celular. Veja se carrega rápido, se o texto é legível, se o botão de contato funciona.
- Quem faz o quê? Design, desenvolvimento, textos. Trabalhar sozinho ou com parceiros é normal; o importante é você saber quem faz cada parte.
- Em nome de quem ficam o domínio, a hospedagem e o código? A resposta certa é: no seu.
- Como funcionam as etapas e as aprovações? Quantas rodadas de ajuste estão incluídas?
- O que acontece depois da publicação? Existe período de ajustes? A manutenção é opcional ou obrigatória, e o que ela inclui?
- O site já sai com o básico de SEO? Títulos, descrições, sitemap, dados estruturados, ligação com o Perfil da Empresa no Google.
Quem trabalha com processo responde a tudo isso com tranquilidade, e por escrito.
Sinais de alerta
Nenhum destes é prova de má-fé, mas todos merecem uma segunda conversa:
- Promessa de primeiro lugar no Google. O próprio Google avisa que ninguém pode garantir isso.
- Domínio registrado no nome do profissional, ou hospedagem à qual você não tem acesso. No dia em que a relação acabar, o site vai junto.
- Preço sem escopo escrito. "Faço seu site por tanto" sem dizer quantas páginas, o que está incluído e o que não está.
- Portfólio só com imagens, sem nenhum link de site no ar.
- Modelo pronto vendido como exclusivo. Usar template não é problema; esconder que usou, sim.
- Pressa para fechar hoje, com desconto que expira amanhã.
- Nenhum contrato.
O que uma boa proposta contém
Uma boa proposta é meio chata de ler, no bom sentido: deixa pouca coisa para interpretar depois.
| Item | O que deve estar escrito |
|---|---|
| Escopo | páginas, seções e funcionalidades incluídas |
| Fora do escopo | o que não está incluído e como seria cobrado à parte |
| Prazo | semanas ou datas por etapa, e o que depende de você |
| Valor e pagamento | total, parcelas e o que libera cada pagamento |
| Revisões | quantas rodadas de ajuste por etapa |
| Propriedade | domínio, hospedagem, código e acessos no seu nome |
| Depois do lançamento | período de ajustes, suporte e manutenção |
| Custos recorrentes | renovação do domínio, hospedagem, e-mail |
Como referência de prazo, os que eu costumo trabalhar são: landing page de 5 a 10 dias úteis, site institucional de 2 a 4 semanas e site com blog ou área de conteúdo de 4 a 6 semanas. O prazo exato de cada projeto vai na proposta. Prazos muito mais curtos ou muito mais longos não são necessariamente errados, mas vale perguntar o porquê.
Se quiser ver como um projeto costuma andar do briefing ao lançamento, descrevi as etapas em processo de criação de site.
Perto ou remoto?
Contratar alguém da cidade tem vantagens reais: a pessoa conhece a região, entende como os clientes daqui pesquisam e pode sentar com você para conversar. Para muita gente, isso vale bastante.
O remoto funciona bem quando o processo é escrito: briefing, proposta, contrato com assinatura digital, prévias por link e aprovações por mensagem. É assim que eu trabalho, de forma assíncrona e sem reuniões obrigatórias — faço uma chamada quando ela realmente ajuda. Se você prefere encontros presenciais frequentes, provavelmente outro perfil combina mais com você, e está tudo bem.
O que não muda em nenhum dos casos: o site precisa ser encontrado. Quem fizer o seu deve entender pelo menos o básico de SEO local — Perfil da Empresa, dados consistentes, schema — ou, no mínimo, não atrapalhar o que já existe.
Um critério final
Depois de conversar com duas ou três pessoas, pergunte a si mesmo: com quem eu entendi melhor o que vou receber? Clareza antes do contrato costuma ser um bom sinal de clareza durante o projeto.
Se você recebeu uma proposta e quer uma segunda opinião, mesmo que não seja para fechar comigo, pode me mandar pelo contato.
Referências
- Google Search Central: você precisa de um SEO? — perguntas para fazer antes de contratar e promessas que merecem desconfiança.
- Nielsen Norman Group: Trustworthiness in Web Design — fatores que tornam um site confiável.
- web.dev: Web Vitals — as métricas para checar se um site carrega e responde bem.